A medicalização e psiquiatrização de adolescentes inseridos no sistema socioeducativo têm sido recorrente, não só no estado do Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil, circunstância que contraria toda uma pauta de reivindicações e lutas contrárias a essas práticas.
Conforme bem aborda a Carta sobre Medicalização da Vida, “as expressões medicalização e patologização designam processos que transformam, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos. Problemas de diferentes ordens são apresentados como ‘doenças’, ‘transtornos’, ‘distúrbios’ que escamoteiam as grandes questões políticas, sociais, culturais (...) Questões coletivas são tomadas individuais; problemas sociais e políticos são tornados biológicos.”
A utilização de determinados saberes para chancelar o discurso patologizante e individualizador de questões sociais tem por finalinalidade a desmobilização de importantes questões políticas em jogo, a partir da atribuição de suposta neutralidade científica das classificações e medicalizações a que estão submetidos os adolescentes privados de liberdade. No Sistema Socioeducativo, os saberes médico e jurídico se agenciam aos processos de criminalização da pobreza, especialmente da juventude (“diagnosticando uma patologia” e “limitando a liberdade”), produzindo efeitos violadores que potencializam os danos às estas subjetividades encarceradas.
Desta forma se faz urgente o rompimento destas práticas segregacionistas e cruéis, maquiadas e legitimadas a partir de roupagem científica que aprisiona as singularidades dos indivíduos e coletividades. É necessário considerar a condição sócio-histórica dos adolescentes em questão na formulação de políticas públicas que caminhem efetivamente na direção dos fins colimados pela Doutrina da Proteção Integral.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Modernidade x Pós-Modernidade
Com o avanço da tecnologia em vários setores da atividade humana, inclusive da indústria farmacêutica, observa-se uma mudança na forma dos indivíduos lidarem com suas angústias. Aliado a essa gama crescente de medicamentos cada vez mais efetivos na remoção de sintomas e com cada vez menos efeitos colaterais, tem-se o pensamento científico que está muito presente. O discurso científico prega que os estados emocionais são derivados de reações químicas que acontecem no nosso cérebro. Ora, se isso é tido como uma verdade concreta e única, nada mais justo se tratar uma desordem psíquica com psicofármcos.
domingo, 24 de novembro de 2013
Nascido três meses e meio prematuro, bebê Ward Miles não teve o início mais fácil na vida, mas graças ao amor de seus pais e dedicação interminável de médicos e enfermeiros,e claro graças ao bondoso Deus o pequeno lutador conseguiu. Seu pai, Benjamin Miller que é um fotógrafo que trabalha sob o nome de Benjamin Scot, capturou primeiro ano de seu filho em um pequeno filme em movimento. O vídeo começa com nova mãe Lyndsey cautelosamente pegar seu filho, que pesa menos de 1,5lbs equivale por + ou - 700 grs, com 15 semanas de vida no Hospital Infantil Nationwide, em Columbus, Ohio. Com a ajuda das enfermeiras fios e equipamentos médicos móveis, Lyndsey facilita em uma cadeira e prende seu filho pequeno ao peito. Ela sorri para a câmera e, em seguida, a nova mãe torna-se oprimido pelo momento e explode em lágrimas.
“Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós…” Efésios 3.20
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